16 dezembro, 2010

NFe - Ajuste que regulamenta o uso de CRT e CSOSN

Ajuste Esclarece Questão sobre CRT e CSOSN

Imprensa Nacional - Visualização dos Jornais Oficiais

AJUSTE SINIEF 14, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2010
Altera o Ajuste SINIEF 07/05, que institui
a Nota Fiscal Eletrônica e o Documento
Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica.
O Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ e o
Secretário da Receita Federal do Brasil, na 140ª reunião ordinária do
CONFAZ, realizada em Vitória, ES, no dia 10 de dezembro de 2010,
tendo em vista o disposto no art. 199 do Código Tributário Nacional
(Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966), resolvem celebrar o seguinte
A J U S T E
Cláusula primeira O § 5º da cláusula terceira do Ajuste
SINIEF 07/05, de 30 de setembro de 2005, passa a vigorar com a
seguinte redação:
"§ 5º A partir da utilização do leiaute definido na versão 4.01
do Manual de Integração - Contribuinte deverão ser indicados na NFe o Código de Regime Tributário - CRT e, quando for o caso, o
Código de Situação da Operação no Simples Nacional - CSOSN,
conforme definidos no Anexo.".
Cláusula segunda Este ajuste entra em vigor na data de sua
publicação no Diário Oficial da União produzindo efeitos a partir de
1º de março de 2011.
Presidente do CONFAZ - Nelson Machado p/ Guido Mantega; Secretário da Receita Federal do Brasil - Anelise Daudt Prieto
p/ Otacílio Dantas Cartaxo; Acre - Mâncio Lima Cordeiro, Alagoas -
Maurício Acioli Toledo, Amapá - Arnaldo Santos Filho, Amazonas -
Ivone Assako Murayama p/ Isper Abrahim Lima, Bahia - Carlos
Martins Marques de Santana, Ceará - João Marcos Maia, Distrito
Federal - Adriano Sanches São Pedro p/ André Clemente Lara de
Oliveira, Espírito Santo - Bruno Pessanha Negris, Goiás - Lourdes
Augusta de Almeida nobre silva p/ Célio Campos de Freitas Júnior,
Maranhão - Cláudio José Trinchão Santos, Mato Grosso - Marcel
Souza de Cursi p/Edmilson José dos Santos, Mato Grosso do Sul -
Mário Sérgio Maciel Lorenzetto, Minas Gerais - Leonardo Maurício
Colombini Lima, Pará - Vando Vidal de Oliveira Rego, Paraíba -
Nailton Rodrigues Ramalho, Paraná - Gilberto Calixto p/ Heron Arzua, Pernambuco - Nilo Otaviano da Silva Filho p/ Djalmo de Oliveira Leão, Piauí - Antônio Silvano Alencar de Almeida, Rio de
Janeiro - Renato Augusto Zagallo Villela dos Santos, Rio Grande do
Norte - Andre Horta Melo p/ João Batista Soares de Lima, Rio
Grande do Sul - Paulo Fernando Silveira de Castro p/ Ricardo Englert, Rondônia - José Genaro de Andrade, Roraima - Antônio Leocádio Vasconcelos Filho, Santa Catarina - Almir José Gorges p/ Cleverson Siewert, São Paulo - Mauro Ricardo Machado Costa, Sergipe
- João Andrade Vieira da Silva, Tocantins - Wagner Borges p/ Marcelo Olímpio Carneiro Tavares

Créditos:

09 dezembro, 2010

Momento para relaxar, SUPERE-SE

DÚVIDA CRUEL : LUCRO PRESUMIDO OU LUCRO REAL ESTIMATIVA ?

Por Alexandre dos Santos Galhardo


Várias pequenas e médias empresas que não optaram ou estão impossibilitadas de operarem através do SIMPLES e que estejam dentro do limite e autorizadas , por lei, a operar através do Lucro Presumido ficam em dúvida na hora de optar por qual método de tributação irão adotar para apurarem o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) : Lucro Real Estimativa ou Lucro Presumido . Antes de tudo devem as empresas observarem se suas atividades contam do rol das empresas que não estão autorizadas ao Lucro Presumido (artigo 14º da Lei nº 9718/1998, alterado pela Lei nº 10637/2002) e observar o limite de receita do ano calendário anterior . A base que servirá para calcular o IRPJ e CSLL será diferenciada nos métodos de apuração, porém os percentuais de presunção de lucro que incidirão sobre a Receita Bruta da atividade econômica serão os mesmos. A título de exemplo, o percentual de lucro que incidirá sobre a Receita Bruta para as empresas classificadas como indústria ou comércio serão 8% para o cálculo do IRPJ e 12% para o cálculo da CSLL. As alíquotas de IRPJ e CSLL são respectivamente 15% e 9% (total de 24%) e a carga tributária desses tributos é 1,20% e 1,08% (total de 2,28%) . A carga tributária nada mais é que o multiplicador das alíquotas sobre as parcelas de lucro, isto é : . IRPJ = 8% x 15% = 1,20% (não levando em consideração o adicional de IR); . CSLL = 12% x 9% = 1,08% Baseado nos valores acima poderemos definir um breakeven, isto é, um ponto de equilíbrio (p.e.) que irá direcionar para qual critério de apuração será adotado . Este ponto de equilíbrio é calculado pela seguinte equação : p.e. = (Carga Tributária/Total das Alíquotas) (2,28% / 24%) = 9,5% p.e. = 9,5% Após a definição do “p.e.” será tomado como base o Lucro que a empresa levantará antes do cômputo do IRPJ e da CSLL e poderá ser adotada as seguintes equações : . p.e. > Lucro antes do IRPJ e CSLL = Optar pelo Lucro Real Estimado; . p.e. < Lucro antes do IRPJ e CSLL = Optar pelo Lucro Presumido . Outros pontos que devem ser analisados juntamente com a definição do “p.e.” é o critério a ser adotado também para a apuração do PIS e da COFINS, pois após a edição das Leis nº 10.637/02 e 10.833/04 as contribuições para o PIS e COFINS passaram a ser regidas pelo princípio da não-cumulatividade para as empresas que optarem pelo Regime de Apuração através do Lucro Real, isto é, as empresas podem se creditar dos insumos e produtos adquiridos para industrialização e comercialização, porém houve o aumento de suas alíquotas para 1,65% e 7,60%, respectivamente. Para as empresas que continuaram a apurar pelo método do Lucro Presumido, as contribuições para o PIS e COFINS permaceram regidas pelo princípio da cumulatividade, isto é, não podendo ser compensada a parcela correspondente aos referidos tributos custeados em operações anteriores, porém as suas alíquotas são menores, isto é, 0,65% para o PIS e 3,00% para a COFINS . Além das análises feitas sobre o “p.e.” e o regime de apuração do PIS e COFINS deve ser levado em consideração o volume das despesas ligadas intrinsicamente a atividade fim da empresa, pois no método do Lucro Presumido tais despesas não podem ser abatidas da base de cálculo do IRPJ e CSLL .Emitido por : Alexandre Galhardo Consultor Fiscal-Tributário Tel (21) 2157-6242 Cel (21) 8805-6654 e-mail: alexandre.galhardo@click21.com.br

29 novembro, 2010

Prazo de Cancelamento de NF-e é de 24 horas a partir de Janeiro de 2011

ATO COTEPE ICMS 13, DE 17 DE JUNHO 2010
Altera o Ato COTEPE/ICMS 33/08 que dispõe sobre os prazos de cancelamento de NF-e e de transmissão de NF-e emitida em contingência, conforme disposto no Ajuste SINIEF 07/05.
O Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ, no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 12, XIII, do Regimento da Comissão Técnica Permanente do ICMS - COTEPE/ICMS, de 12 de dezembro de 1997, por este ato, torna público que a Comissão, na sua 141ª reunião ordinária da COTEPE/ICMS, realizada nos dias 16 a 18 de junho de 2010, em Brasília, DF, decidiu:
Art. 1º Passa a vigorar com a seguinte redação o art. 1º do Ato COTEPE/ICMS, n º 33, de 29 de setembro de 2008:
“Art. 1º Poderá o emitente solicitar o cancelamento da NF-e, em prazo não superior a 24 horas, contado do momento em que foi concedida a respectiva Autorização de Uso da NF-e, desde que não tenha ocorrido a circulação da mercadoria ou a prestação de serviço e observadas às demais normas constantes do Ajuste SINIEF 07/05, de 5 de outubro de 2005.”.
Art. 2º Este ato entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2011.

MANUEL DOS ANJOS MARQUES TEIXEIRA

28 novembro, 2010

Aprenda a negociar

Por Luís Matsukura


Uma negociação pode ser considerada boa quando ambas as partes saem ganhando. Não existe um modelo básico de negociação, mas um conjunto de habilidades e técnicas que tornam você um bom negociador. E lembre-se: - O mais importante é que você domine as características do que está sendo negociado. - Ter conhecimento interpessoal dos negociadores e identificar seus pontos fortes e fracos também ajuda na hora da negociação. Etapas de uma negociação A negociação exige algumas etapas que devem ser seguidas e observadas. Não devemos encarar as etapas como algo rígido. Em alguns casos, pode-se suprimir uma ou outra. O importante é ter sempre presente que elas nos ajudam na sistematização do processo de negociação. São elas: - Preparação: estabelecer objetivos que devem ser alcançados e os que a realidade permitirá atingir. Para isso é preciso refletir sobre o comportamento do outro negociador. - Abertura: criar um clima de abertura, reduzindo a tensão. Deixar claro os benefícios esperados do trabalho conjunto. - Exploração: ser objetivo. Estabelecer uma reciprocidade psicológica, em que as pessoas tendem a tratar os outros da mesma forma que são tratadas. - Apresentação: devem-se colocar claramente os objetivos e expectativas iniciais de ambas as partes. - Clarificação: devemos considerar as objeções levantadas como oportunidades para detalhar mais o objetivo. Assumir mais uma postura de ouvinte atento. - Ação Final: é aqui que ocorre o fechamento do negócio. Se as etapas anteriores foram bem desenvolvidas, essa etapa é facilitada. Não esquecer de oferecer opções de escolha para o outro negociador. - Controle/Avaliação: é quando, já concluída a negociação e distante do outro negociador, verifica-se o saldo da negociação, os seus pontos positivos e negativos. Refletir sobre o que se passou é bom para não se cometer futuramente os mesmos erros. Poucos gerentes avaliam a negociação, porque não consideram a possibilidade de voltar a negociar com a mesma pessoa. Estratégias e táticas - Comece a negociação fornecendo e solicitando informações. Deixe para depois os julgamentos, opiniões e valores. - Faça o planejamento por escrito. -Trace antecipadamente um perfil do outro negociador. - Coloque-se no lugar do outro negociador. - Nunca esqueça que um negócio só é bom quando ambas as partes saem ganhando. - Evite perguntas cujas respostas sejam "sim" ou "não". - Gere confiança no outro negociador. - Evite colocações definitivas ou radicais. - Não pressione o outro negociador. Lembre da terceira Lei de Newton: "a cada ação corresponde a uma reação em sentido contrário e com a mesma intensidade". - Esteja sempre preparado para uma situação de conflito. - Lembre-se que toda pessoa tem estilos, necessidades e motivações diferentes. - Veja os aspectos positivos do outro negociador. -Desenvolva contra-argumentos previamente. - Não se intimide com ofertas finais. - Negocie sempre pensando no amanhã. Pecados do negociador brasileiro - Prende-se a detalhes e esquece o todo. - Provoca ressentimentos explorando as fraquezas da outra parte. - Evita o conflito, em vez de o administrar. - Confia demais em suas habilidades e queima etapas importantes de negociação. - Improvisa muito, abusando do jogo de cintura e desprezando o planejamento. - Não cumpre prazos ou promessas e, com isso, perde credibilidade. - Preocupa-se apenas com o seu lado. - Ignora as diferenças e desrespeita a lógica do outro negociador. - Trabalha com uma margem estreita. - Não explora convenientemente o fator tempo, tornando-se impaciente. - Assume com freqüência uma postura defensiva. - Está mais preocupado em falar do que em ouvir. - Possui baixa flexibilidade e não costuma colocar-se no lugar do outro. - Utiliza termos técnicos ou linguagem inacessível à outra parte. - Não dá importância devida aos resultados da negociação.

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18 novembro, 2010

SINTEGRA: Estado altera prazo de apresentação do arquivo

[18/11/2010 - 08:21] SINTEGRA: Estado altera prazo de apresentação do arquivo 
Através da Resolução 345, de 16-11-2010, publicada no DO-RJ de 18-11-2010, o Secretário de Estado da Fazenda introduziu alteração na Resolução 91 SEFAZ, de 6-12-2007, alterando, para o dia 25 do mês subseqüente, o prazo de apresentação do arquivo do SINTEGRA.


Veja, a seguir, a íntegra das Resoluções SEFAZ 345/2010 e 91/2007, já com o texto atualizado:


"Resolução 345 Sefaz,  de 16-11-2010


ALTERA REDAÇÃO DA RESOLUÇÃO SEFAZ Nº 91/2007.


O SECRETÁRIO DE ESTADO DE FAZENDA, no uso de suas atribuições legais, e tendo em vista o que consta no Processo nº E-04/009.955/2010.


RESOLVE:


Art. 1º - O art. 2º da Resolução SEFAZ nº 91, de 06 de dezembro de 2007, passa a vigorar com a seguinte redação:


"Art. 2º - Os contribuintes de que trata o art. 1º, devem apresentar mensalmente, até o dia 25 do mês subseqüente, o arquivo de operações, com o registro fiscal dos documentos emitidos por qualquer meio, referente à totalidade das operações de entradas, de saídas e das aquisições e prestações realizadas por seus estabelecimentos".


Art. 2º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.


RENATO VILLELA


Secretário de Estado de Fazenda"



"Resolução 91 Sefaz, de 6-12-2007


Dispõe sobre a obrigatoriedade de entrega dos arquivos de operações do SINTEGRA e dá outras providências.


O SECRETÁRIO DE ESTADO DE FAZENDA, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 48 da Lei n.º 2.657, de 26 de dezembro de 1996,


Considerando a extinção do antigo regime simplificado de recolhimento de ICMS do Estado do Rio de Janeiro, estabelecido pela Lei n.º 3.342, de 29 de dezembro de 1999, e o disposto no Convênio ICMS n.º 57/95, de 28 de junho de 1995 e na Resolução SEFCON n.º 5723, de 12 de fevereiro de 2001,


R E S O L V E:


Art. 1.º Ficam obrigados à entrega dos arquivos de operações do SINTEGRA, previstos no Manual de Orientação anexo ao Convênio ICMS 57/95, todos os contribuintes inscritos e localizados no Estado do Rio de Janeiro que utilizam sistema eletrônico de processamento de dados, tanto para emissão de documentos fiscais quanto para escrituração de livros fiscais.


Art. 2.º (Redação da Resolução 345 Sefaz/2010) Os contribuintes de que trata o artigo 1.º devem apresentar mensalmente, até o dia 25 do mês subseqüente, o arquivo de operações, com o registro fiscal dos documentos emitidos por qualquer meio, referente à totalidade das operações de entradas, de saídas e das aquisições e prestações realizadas por seus estabelecimentos.


Art. 3.º Os contribuintes anteriormente enquadrados no antigo regime simplificado de recolhimento de ICMS, usuários de sistema eletrônico de processamento de dados apenas para escrituração de livros fiscais, que estavam dispensados da entrega dos arquivos de operações, devem apresentá-los a partir das operações do mês de julho de 2007.


Parágrafo único - O prazo de entrega dos arquivos de operações, para os contribuintes citados no caput, relativos aos períodos de julho de 2007 a dezembro de 2007, fica prorrogado para o dia 31/01/2008.


Art. 4.º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.


 JOAQUIM VIEIRA FERREIRA LEVY


Secretário de Estado da Fazenda"

Creditos : IOB

15 novembro, 2010

Motivação: necessário para a empresa, fundamental para o profissional


Motivação está em toda parte, nos mais diferentes setores e estratégias de vendas sendo capaz de mover profissionais e grandes companhias rumo ao sucesso


Por Sueli Brusco, www.administradores.com.br


Vivemos na era do conhecimento e da valorização humana. Independente do porte ou da área de atuação está cada vez mais claro que empresas são feitas por pessoas e que é preciso valorizá-las. De nada adianta um produto muito bem elaborado tecnicamente, com uma engenharia de ponta, se, na hora da venda ou de um contato com o consumidor, o colaborador não souber valorizar e transmitir para o consumidor final toda a inovação do produto.

Para conseguir profissionais empenhados, além de muito treinamento, é preciso estratégias direcionadas para o incentivo e o reconhecimento da capacidade individual e da integração entre em equipes. Com profissionais motivados, todos ganham: o próprio colaborador, o ambiente de trabalho e os resultados da companhia.

Ao contrário do muitos podem imaginar, as campanhas de motivação não são ações isoladas. Elas estão em toda a parte, nos mais diferentes setores e estratégias de vendas. Trata-se de um mundo silencioso capaz de mover profissionais e grandes companhias rumo ao sucesso. Porém, para ser de fato eficaz e atingir o resultado alcançado, é necessário o engajamento das duas partes envolvidas: empresas e profissionais.

A iniciativa deve e precisava vir do mundo corporativo. Mesmo em pequenas empresas, é simples e fácil organizar ações direcionadas à motivação. Vale ressaltar que, mais importante do que uma grande recompensa final, esta a necessidade de criação de uma cultura de reconhecimento dentro da corporação. As campanhas refletem os valores da companhia e ajudam a reforçar junto a todos os colaboradores o comprometimento da empresa com o reconhecimento profissional.

A primeira etapa para uma campanha de motivação bem sucedida é a definição de metas que sejam factíveis, porém não tão fáceis que possam ser consideradas banais. As metas servem para guiar o colaborador. Cada profissional precisa e deve saber para onde caminha a empresa e qual a sua importância para ajudá-la nesta trajetória. As metas sinalizam a direção para onde todos devem olhar.

Com metas claras e bem definidas, é possível direcionar a campanha e canalizar todos os esforços para alcançá-las. Claro que o salário mensal já é o grande motivador dos colaboradores. Porém, se há uma campanha ou uma meta específica que se deseja atingir, nada mais válido que haver uma recompensa pelo empenho extra e pelo engajamento do profissional. Em todas as companhias e nas mais diferentes atividades, os profissionais querem e precisam se sentir parte do processo. As ações de reconhecimento exercem esta função e ajudam a criar no colaborador a sensação de que se trata de uma prática da companhia.

Por outro lado, de nada adianta a iniciativa da empresa se o colaborador não estiver disposto a participar. O engajamento e o interesse são individuais. O que a companhia precisa fazer é descobrir o que, de fato, ajuda a motivar a sua equipe. Mesmo para profissionais de vendas, onde os maiores interesses estão nas comissões financeiras, é possível criar campanhas lúdicas que envolvam os profissionais em uma nova atmosfera. O necessário é identificar estas oportunidades e demonstrar que a companhia, independente do porte e do setor, está atenta às necessidades e ao bom desempenho dos seus profissionais e sempre irá criar maneiras diferentes e criativas de reconhecer o trabalho desempenhado.

É como se, a cada momento, as empresas buscassem maneiras diferentes de dizer três expressões mágicas: "Você consegue"; "Parabéns" e "Muito Obrigado". Na era do reconhecimento humano, buscar formas criativas de se expressar e conquistar o próprio colaborador deve fazer parte de toda a companhia que busca a excelência em sua área de negócio.

Sueli Brusco - Diretora da SimGroup 

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11 novembro, 2010

Problemas com a agenda de trabalho? Veja como organizá-la em seis passos

Antes de mais nada, contudo, diz especialista, é preciso lembrar que momentos de caos não devem se tornar rotin

Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney


A necessidade das empresas de fazer o maior número de atividades com o menor número de pessoas possível tem feito com que muitos profissionais fiquem sobrecarregados e cheios de prioridades na agenda de trabalho.

Entretanto, de acordo com o especialista em administração de tempo e produtividade e fundador da Triad PS, Christian Barbosa, o problema tem solução e ela não é tão complicada assim.

Antes de mais nada, contudo, ressalta ele, é preciso lembrar que momentos de caos são passageiros e não devem se tornar rotina. “Se você está entrando neste caos constantemente, algo pode estar errado com a forma como tem planejado a sua vida”, diz.

Dicas
 
Para saber a hora certa de agir, orienta o especialista, o profissional deve ficar atento para perceber quando o volume de pendências extrapola a capacidade de execução dessas atividades. Se isso ocorrer, está na hora de 'arregaçar as mangas' e colocar em prática algumas dicas. 

Primeiro, é preciso identificar o tamanho do problema. Para isso, é necessário listar todas as atividades pendentes, colocando ao lado delas o tempo previsto (em minutos ou horas) para resolvê-las.

Feito isso, o segundo passo consiste em agrupar as atividades em três grupos: urgentes (precisam ser feitas imediatamente), importantes (há mais tempo para fazer) e circunstanciais (não são necessárias). “Como tudo está pendente mesmo, boa parte das atividades não são verdadeiras urgências. Uma parcela delas pode aguardar para ser resolvida; algumas podem até ser canceladas ou delegadas”.

Em seguida, avalie e coloque uma ordem numérica e sequencial das urgências que devem ser resolvidas primeiramente, priorizando as tarefas com menor duração. Depois, continue a ordenação com as atividades importantes e as circunstanciais.

O trabalho continua com o quarto passo: é hora de visualizar a semana. Pegue a agenda e distribua as tarefas ao longo dos dias, seguindo a ordem numérica estabelecida. Neste período, sugere Barbosa, minimize ou evite o número de reuniões e seja assertivo, dizendo não para qualquer atividade circunstancial que apareça.

Quase no fim...
 
Pedir ajuda é a quinta providência a ser tomada. Neste caso, é importante conversar com a equipe ou o chefe e pedir colaboração para novas tarefas, evitar ser interrompido e,se possível, passar algo para alguém.

Por fim, o sexto e último passo é se comprometer com si próprio e estar disposto a se sacrificar. “Nesta semana, provavelmente, precisará trabalhar um pouco mais, cancelar atividades pessoais, ter foco e ser mais assertivo”.

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31 outubro, 2010

O que fazer quando a agenda estiver com excesso de prioridades?

Como sair de uma situação de urgências acumuladas? Para responder a estas questões, deixo alguns passos.





Se você tem uma agenda tomada por uma quantidade muito grande de urgências, mas não sabe como resolver este problema, você não está sozinho. Com frequência, ouço reclamações de pessoas com situações semelhantes em que o volume de pendências extrapola, em muito, a capacidade de execução dessas atividades.

Há um caso de uma agenda que era composta por quase três páginas de caderno com tarefas atrasadas, além das demandas que não paravam de chegar durante o dia. Então o que fazer quando os métodos tradicionais de planejamento não funcionam? Como sair de uma situação de urgências acumuladas? Para responder a estas questões, deixo abaixo alguns passos:

Qual o tamanho do seu problema? - A primeira providência para resolver o caos é entender qual o "tamanho do buraco". Para isso, é preciso listar todas as atividades pendentes, verificar as reuniões marcadas, os e-mails, as tarefas inacabadas e colocar tudo em forma de uma grande lista. Feito isso, ao lado de cada atividade coloque a duração prevista (em minutos ou horas);

Classifique as suas atividades - Como tudo está pendente mesmo, boa parte das atividades não são verdadeiras urgências. Uma parcela delas pode aguardar para ser resolvida; algumas podem até ser canceladas ou delegadas; e outras realmente tem uma urgência significativa. Ao lado da duração das tarefas, classifique os itens como Importantes (há mais tempo para se fazer), Circunstanciais (não são necessárias) ou Urgentes (precisam ser feitas imediatamente);

Priorize e planeje o que deve ser feito - Com as atividades identificadas e classificadas, o próximo passo é priorizar as urgências. Coloque uma ordem numérica e seqüencial das urgências que devem ser resolvidas primeiramente (uma dica é priorizar as tarefas com menor duração, pois são mais rápidas e fáceis de serem resolvidas). Depois, continue sua ordenação com as atividades importantes e por último as circunstanciais, que são aquelas que não trarão reais benefícios e classificam-se como perda de tempo;

Visualize a sua semana – Com a priorização e o planejamento feitos, pegue a sua agenda e visualize a situação da próxima semana para alocar essas prioridades, seguindo a ordem ao longo dos dias. Neste período, o ideal é você minimizar ou evitar períodos de reuniões. Esteja pronto para ser assertivo e dizer não para qualquer atividade circunstancial que venha a aparecer. Priorize para cada dia da semana apenas aquilo que será feito. Seja realista com você mesmo!;

Peça ajuda e negocie com sua equipe/chefe - Converse com a sua equipe ou chefe e mostre seu plano de ação para resolver as pendências. Peça a colaboração para evitar ser interrompido, ajuda para as novas atividades e o bom senso no uso de e-mails (afinal, é apenas um período passageiro até você resolver este quadro). Veja, das atividades priorizadas, se algo pode ser delegado e passe para a equipe;

Compromisso com você mesmo - Finalmente, para sair dessa situação, você precisa estar bastante comprometido com você mesmo. Nesta semana, provavelmente precisará trabalhar um pouco mais, cancelar atividades pessoais, ter um foco mais ativo e ser mais assertivo. Lembre-se de que esses momentos devem ser raros em sua vida!

Se você está entrando neste caos constantemente, algo pode estar errado com a forma como tem planejado a sua vida. Em alguns momentos, este caos se torna-se inevitável, mas é um momento passageiro, que exige um período de dedicação. O ideal é que depois tudo volte ao normal.

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27 outubro, 2010

Orçamento empresarial ameniza riscos de negócios

Veja alguns aspectos que executivos devem ficar mais atentos

Por Marcos Rodrigues, Administradores.com.br


Novas ideias, artigos, palestras são disseminadas diariamente para mostrar ao empreendedor qual caminho o levará ao sucesso. No entanto, o que realmente ajuda a mitigar os riscos do mundo corporativo é o orçamento empresarial, tanto o anual, conhecido como budget, e também o business plan, que é para um período maior. Essa ferramenta é fundamental para a "saúde" da empresa, não importando o porte ou o segmento.

Mesmo que o Brasil tenha mostrado a eficiência de sua gestão e das empresas através da superação imediata na crise mundial, vários administradores ainda têm a visão meramente burocrática de um orçamento empresarial.

O orçamento tem como objetivo prever os resultados a serem alcançados pela organização. É com ele que a administração inicia o planejamento das metas tais como, a participação no mercado, comercialização de novos produtos ou serviços, faturamento entre outros e define os limites de investimentos, custos e despesas necessários para atingi-las.

Para a elaboração, todas as áreas devem participar, sendo recomendada a discussão dos objetivos com todos os níveis hierárquicos da empresa, buscando integrar e comprometer os colaboradores, pois serão eles os responsáveis pelos resultados almejados.

No entanto, um orçamento está fadado ao insucesso se não considerar os seguintes aspectos:
ser realista: apresentar objetivos desafiadores e motivadores e que, dentro da visão da empresa, sejam factíveis de serem alcançados.
ser detalhista: especificar as metas cada uma das etapas do orçamento: Quem é o responsável? Como será feito? Quando?
ser participativo: envolver os colaboradores chaves no processo de preparação do orçamento e no de definição de metas e de controles do mesmo. Ele deve ser participativo do início ao fim.
ser controlado: não há finalidade ou benefício na utilização dessa ferramenta se a empresa não tiver condições de monitorar o seu cumprimento, comparando o resultado orçado versus o realizado e buscando justificativas para as variações.
O budget deve ser elaborado alguns meses com antecedência do fim do exercício e passará pelas fases de revisão do orçamento empresarial, definição das diretrizes e metas, planejamento, coleta de informações, elaboração do orçamento por área, consolidação do orçamento anual, discussão com os envolvidos, aprovação, implantação e controle.

Os principais pontos a serem considerados na elaboração do orçamento são: a previsão de vendas, pois é em função dessa variável que serão estimados o volume de produção, a necessidade de mão de obra, estoques, investimentos e outros gastos; os fatores internos: capacidade produtiva e níveis de investimento; e os fatores externos: concorrentes, crescimento do mercado, variações de preços, etc.

Cabe ressaltar que uma das maiores falhas dos orçamentos é que, após um processo rigoroso de elaboração e implementação, a administração não acompanha e nem cobra das áreas o seu cumprimento. Quando bem controlado, um orçamento pode gerar redução de despesas, manutenção dos níveis de endividamento e, em muitos casos, a criação de uma cultura de controle.

Um orçamento tem por princípio prever os volumes de vendas, e conseqüentemente, as quantidades e o momento de adquirir as matérias-primas. Isso permite um melhor planejamento da área de suprimentos, que pode negociar contratos maiores, com entregas parciais, garantindo melhor preço e menos tempo de estocagem, além de permitir o planejamento do volume de produção.

Isso faz a diferença para uma empresa preparada para o mercado, pois a qualquer alteração, todos estão envolvidos, comprometidos e com absoluto controle no negócio.

Marcos Rodrigues - Gerente de auditoria da PP&C Auditores Associados e contador e administrador de empresas, com MBA em Gestão Empresarial pela USP. Possui experiência na execução e gerenciamento de trabalhos de auditoria e consultoria externa, com destaque para os serviços de auditoria de demonstrações contábeis, revisões especiais para fins de aquisições e fusões

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22 outubro, 2010

Quanto você paga pela falta de foco?

A tecnologia e o ambiente de trabalho têm sido fatores determinantes para todo mundo deixar de manter a concentração de determinadas tarefa


Se te perguntassem hoje, neste exato momento, quantas vezes você perdeu o seu foco com outras atividades, ligações, e-mails, redes sociais ou pessoas, provavelmente diria que foram inúmeras as pausas, não é mesmo? Um ingrediente que está em falta no dia-a-dia das pessoas, cada vez mais, é o foco.

A tecnologia e o ambiente de trabalho têm sido fatores determinantes para todo mundo deixar de manter a concentração de determinadas tarefas.

Essa "desatenção" cria, consequentemente, o modelo de "multi-tarefação", ou seja, as pessoas preferem adotar esse método para correr atrás do tempo perdido e realizar todas as pendências em curto prazo. Feito alguns cálculos, consegui avaliar que "multitarefar" pode custar de 1 à 3 horas por dia. Isso quer dizer que, se cumpríssemos apenas uma atividade por vez economizaríamos algumas horas diárias, produzindo o mesmo volume de atividades, em um menor espaço de tempo.

De acordo com pesquisa realizada pela Workplace Options, empresa especializada em serviços de Estrutura Analítica de Projetos (EAP) para analisar o resultado da perda de foco, ao serem questionados, 53% dos entrevistados afirmaram que as distrações no ambiente de trabalho afetam sua produtividade. Segundo Jonathan Spira, co-autor do estudo, estas distrações chegam a custar US$ 650 bilhões por ano! É muito dinheiro gasto de maneira improdutiva, não é mesmo?

A pesquisa ainda questionou os profissionais sobre o uso da tecnologia nas empresas. Para 60% dos trabalhadores, ter um smartphone auxilia no aumento da produtividade. Já 35% afirmaram que esses equipamentos aumentam o nível de distrações durante o dia e, para 50% dos participantes esse padrão se replica na vida pessoal.

Agora, somando o problema dos aparelhos tecnológicos com as redes sociais, a situação se agrava. No estudo, 55% dos entrevistados sentem que acessar esses meios de comunicação no trabalho aumenta um pouco ou de forma significante o volume de distração. Imagine mais da metade de sua empresa deixando de prospectar novos clientes, criar os relatórios do mês ou pensar em novas ações por terem dedicado tempo às atividades circunstanciais, aquelas que não trazem resultados efetivos. Provavelmente toda a produtividade do seu negócio seria comprometida.

Outro resultado importante divulgado na pesquisa remete ao que todos nós já percebemos: 42% dos entrevistados estendem o seu horário de expediente para poder trabalhar sem serem interrompidos. Isso é a tradução de que as pessoas estão precisando de mais tempo para fazer as mesmas atividades que fariam durante um dia normal de trabalho, caso não fossem interrompidas com todas essas demandas.

E esse problema não fica só na pesquisa, há consequências: cerca de 1/4 dos entrevistados conhecem alguém que foi demitido por perder tempo no escritório com esses tipos de distrações. E você, anda perdendo o seu foco?

Veja algumas ações que podem auxiliar para você cumprir suas atividades mais concentrado:

· E-mail – Ficar com e-mail aberto faz o nível de interrupções crescer e aumenta a sensação de atividades por fazer. Defina períodos para lidar com as suas mensagens;

· Redes Sociais – Você usa twitter, facebook, orkut, etc? Controle a ansiedade de ficar conectado a essas redes. Utilize em eventuais intervalos do dia ou no horário de almoço.

· Pessoas – Se muita gente interrompe você, pode ser porque sua comunicação não anda muito adequada. Faça uma revisão de como redige os e-mails, concede informações e delega atividades.

· Ainda está com falta de foco? – Começa uma atividade e em pouco tempo salta para outras tarefas? Se a atividade for grande, quebre em pequenas atividades, feche qualquer outro software que não esteja usando, coloque o celular no silencioso e, se funcionar para você, ouça música.

E lembre-se: não ter foco para cumprir suas atividades diárias pode custar bilhões de dólares! E mais, o problema só tende a se agravar. Então, vá atrás da concentração e seja mais produtivo!

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21 outubro, 2010

Liderança no século 21

por Por Mateus Soares*
08/09/2010
Em artigo, auditor traça o perfil do executivo contemporâneo

O chefe controlador, que faz tremer os membros da equipe cada vez que assoma à porta, é uma figura em franco declínio. Ninguém mais acredita que chefe bom é aquele que comanda o time com o tal "punho de ferro". Se ele encara seus colaboradores como "braços", está equivocado. Mas, se os enxerga e respeita como "mentes produtivas", está certíssimo.
O líder do século 21 tem uma visão ampla do negócio e é capaz de estabelecer uma profunda sinergia com a equipe. É por meio desse relacionamento estrategicamente construtivo, e não da opressão e da cobrança, que ele consegue extrair o melhor desempenho de seus pares e subordinados.
Hoje, a chefia é exercida com maior mérito por aqueles que não se prendem a camisas-de-força teóricas. O executivo do século 21 é criativo e aberto a novas culturas, estabelece uma comunicação franca e efetiva com a equipe, sabe ouvir e filtrar as informações que chegam até ele e não teme revisar métodos e processos a fim de se adequar às demandas do mercado - e, mais importante ainda, ele possui originalidade e arrojo suficientes para criar novas demandas. Quanto mais inova, mais ele inspira aqueles com os quais trabalha.
Outro aspecto interessante diz respeito à formação do executivo moderno. Em um mundo globalizado, onde os patamares de exigência são definidos segundo parâmetros internacionais, é fundamental possuir uma sólida estrutura de formação para dar conta da competição acirrada. Por isso, quanto mais abrangentes forem as experiências de um profissional, melhor para ele e para a empresa. Afinal, o líder não precisa ser um especialista, mas um bom estrategista, pois as competências específicas podem ser aprendidas. E aí entra mais uma qualidade desejável: a obsessão por absorver novos conhecimentos.
A crise econômica de 2008/2009 mostrou que as melhores condições de enfrentamento estiveram nas mãos daqueles que, com muito jogo de cintura, conseguiram se adaptar às novas situações e foram capazes de transformar desafios em oportunidades. Aliás, intimidar-se é algo fora de cogitação para o líder ideal dessa nova era: em qualquer circunstância, ele deve estar munido de ambição e ousadia para avançar.
Evidentemente, avança quem tem coragem para tomar decisões. Por isso, a autoconfiança também é qualidade imprescindível para o novo líder. Ele não pode se esquivar de situações desconfortáveis que exijam medidas assertivas respaldadas na realidade. Mas, com toda a certeza, é o que deve ser trilhado. Sempre!
* Mateus Soares é sócio-diretor da BDO, rede mundial de auditoria, tributos e advisory services.
**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação

Cinco ações para preservar talentos dentro das organizações

 Atualmente, é comum observar que muitas organizações estão preocupadas em adotar, quase que exclusivamente, programas de incentivos financeiros, baseados nas competências específicas de cada organização
Por Maria Eugenia Gutierrez, www.administradores.com.br
O talento humano é um dos mais valiosos recursos de uma organização, o qual temos que aprender a promover e manter. Consequentemente é importante que as empresas gerem políticas eficientes para preservar os melhores colaboradores, ou seja, as pessoas realmente capazes de contribuir para o desenvolvimento das organizações. Mas como, afinal, preservar estes talentos dentro das organizações?

Atualmente, é comum observar que muitas organizações estão preocupadas em adotar, quase que exclusivamente, programas de incentivos financeiros, baseados nas competências específicas de cada organização. Entretanto, este incentivo, aplicado isoladamente, muitas vezes torna-se apenas uma forma paliativa de se estimular a motivação e, que, mesmo que esta seja alcançada, seu efeito de duração será muito breve. Sendo assim, com o decorrer do tempo não será solucionado o problema da permanência dos talentos, nem haverá aumento do comprometimento das pessoas.

Uma solução que vem sendo utilizada por diversas empresas, entre elas organizações que são referências em suas áreas de atuação, como Google, Dell, Novartis, Toyota, entre outras, é a mudança de foco em relação aos processos de gestão e valorização profissional. Estimulando a atitude e a autonomia do colaborador o mesmo se sentirá útil e enxergará oportunidade de crescimento dentro das empresas. Isso, além de gerar comprometimento, irá fazer a pessoa admirar a gestão da empresa que trabalha.

Para que esses processos gerem os resultados necessários para a organização, as lideranças e os departamentos de recursos humanos precisam manter sua atenção constantemente voltada para algumas ações importantes, tais como:

  • Apoiar os colaboradores, para que participem ativamente de diferentes decisões e ações da organização. Tendo voz ativa dentro da empresa e colaborando com decisões a serem tomadas, além de fazer o colaborador se sentir útil, ajudará a empresa a reduzir seus custos e formar grandes líderes e liderados;

  • Sendo ouvidos durante a inicialização de algum determinado projeto, o colaborador mostrará sua verdadeira capacidade profissional e de inovação. Eventualmente, isto poderá ter um significado motivacional mais importante para o colaborador do que, em muitos casos, uma própria promoção;

  • Conceber políticas de recursos humanos abrangentes, que proporcionem um clima organizacional satisfatório, uma comunicação interna adequada e eficiente que vise à solução de conflitos e que sirva de alicerce para o verdadeiro trabalho em equipe;

  • Lembrar sempre que não há plano de desenvolvimento sem um entendimento prévio entre a organização e o individuo. Para que isto seja possível, é preciso realmente conhecer as necessidades dos colaboradores e fazer que os colaboradores sintam realmente as perspectivas da empresa;

  • Reconhecer o trabalho realizado, a iniciativa individual e a disponibilidade do colaborador, também é fundamental para estimular a vontade de superação e de querer ser e fazer cada vez melhor do indivíduo.

Tornar esses passos realidade são um desafio, que não será vencido a menos que o líder realmente acredite no potencial e na capacidade de desenvolvimento de sua equipe. Além disso, é preciso crer na capacidade da organização de se repensar, entendendo que o seu colaborador entrega, agrega e soma à organização suas ideias, sua criatividade e todo seu potencial.


Maria Eugenia Gutierrez - consultora da Muttare, consultoria de gestão, fundada em 2002 

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18 outubro, 2010

O clima esquentou! Como lidar com conflito na empresa?

O principal problema em relação aos choques internos está em não resolvê-los, afirma o consultor da Human Brasil


Por Equipe InfoMoney, InfoMoney

Conflitos são inerentes ao ser humano. Por isso, eles ocorrem no mundo corporativo e, ao contrário do que muitos possam imaginar, o principal problema em relação aos choques corporativos está em não resolvê-los. 

“Um conflito normalmente ocorre quando há divergências de ideias e opiniões, onde há necessidades, interesses e problemas distintos”, afirma o diretor de Operações da consultoria Human Brasil, Fernando Montero da Costa.

Motivos
 
O especialista lista o que leva aos conflitos nas empresas:
  • Escassez de recursos
  • Situações de interdependência
  • Falta de informação (o processo de comunicação interno não é claro nem efetivo na empresa)
  • Falta de clareza nas responsabilidades e funções
  • Valores e cultura da empresa são distintos e podem não condizer com os de seus empregados
  • Situações de imposição de poder e força
  • Oscilações no clima interno e nas relações estabelecidas dentro da organização
  • Conflitos encobertos
  • Clima competitivo ou de “escassez” de reconhecimento
  • Divergências de estilos, habilidades e competências de atuação tanto entre líderes quanto entre os empregados da organização
  • Existência de inseguranças internas - Medo de “perder” (controle, poder, etc)
A arte de resolver conflitos

O gestor que lida com conflitos tem de se adaptar a duas regras bem definidas: 
a disposição em cooperar com a sua solução e a defesa dos interesses próprios.

“A combinação de ambas as dimensões dá lugar a distintas formas de abordar um conflito nas organizações”, avalia Montero. Conheça algumas dicas que podem ser utilizadas para "apagar o incêndio" dentro das organizações: 
  • Fugir do conflito
  • Acomodar-se à situação, numa relação: eu perco, e o outro ganha
  • Solução de compromisso na qual ninguém perde mais do que o outro, ou seja, partem-se as diferenças
  • Enfrentar o conflito numa relação competitiva: eu ganho e o outro perde
  • Colaborar de maneira assertiva, estabelecendo ao final uma relação: ganha x ganha
“Tendências modernas de gestão de recursos humanos mostram que, na dúvida sobre qual estilo de abordagem de conflitos mais apropriado, recomenda-se que se adote uma postura mais assertiva/colaborativa, quando possível”, afirma o consultor.

Segundo ele, é fundamental desenvolver tanto a empatia quanto o exercício do feedback emocional nas relações interpessoais com subordinados, superiores e colegas.

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